Uma breve história dos bandeirantes no Brasil


Os primeiros colonos europeus que desembarcaram na costa do Brasil em abril de 1500 viram não só das montanhas, mas também carregando arcos e flechas nas mãos. As tribos tupi-guaranis que já ocupavam esse território é de fato os primeiros nativos a habitar terras verde e amarelas.

Os índios de tribo tupi viviam em pequenas comunidades nômades e se deslocavam devido ao fraco solo do sul que fazia com que a agricultura de corte e queima fosse sua melhor forma de sobrevivência.

Não demorou muito, na verdade já nos primeiros dias da chegada de Pedro Alvares Cabral o branco europeu se deparou com esses nativos que ocupavam vasta nação do continente. Assim, logo veio notícias de Lisboa para a dominação completa do território e missões de descobrimento que levavam expedições de homens e missionários Jesuítas para a dominação indígena.


A atividade bandeirante no Brasil

Os portugueses tentaram escravizar os índios, mas, não acostumados a trabalhar longas horas em campos e superados por doenças europeias, muitos nativos ou fugiram para o interior ou morreram. (Quando Cabral chegou, acreditava-se que a população indígena tinha mais de 3 milhões de habitantes); hoje o número é pouco mais de 200.000.

 Os portugueses e espanhóis, então, se voltaram para o comércio de escravos africanos por sua força de trabalho.Embora a maioria dos colonos preferisse as áreas costeiras (uma preferência que continua até hoje), alguns aventuraram-se para o interior.

Entre eles estavam missionários jesuítas, Homens determinados que marcharam para o interior em busca de almas Indianas para "salvar", e os infames bandeirantes (Carregadores de bandeiras), homens duros que marcharam para o interior em busca de índios para escravizar. (Mais tarde caçaram escravos indianos e africanos fugidos.)

Por dois séculos após a descoberta de Cabral, os portugueses tiveram que lidar periodicamente com potências estrangeiras com projetos sobre os recursos do Brasil. Embora Portugal e Espanha tivessem o Tratado de Tordesilhas de 1494-que estabelecia limites para cada país em suas terras recém-descobertas-as diretrizes eram Vagas, causando a disputa territorial ocasional. Além disso, a Inglaterra, a França e a Holanda não reconheceram totalmente o Tratado, que foi feito por decreto Papal, e estavam agressivamente buscando novas terras em mares com piratas. Tal competição fez a posição Lusitana no Novo Mundo tênue às vezes.

O novo território enfrentou desafios internos e externos. Inicialmente, a coroa portuguesa não conseguiu estabelecer um governo central forte no subcontinente. Durante grande parte do período colonial, contava com "capitães", nobres de baixa patente e comerciantes a quem foi concedida autoridade sobre capitanias, fatias de terra muitas vezes tão grandes como a sua pátria.
Em 1549 ficou evidente que a maioria das capitanias estavam falhando. O monarca português enviou um governador-geral (que chegou com soldados, sacerdotes e artesãos) para supervisioná-los e estabelecer uma capital (hoje Salvador) na Capitania central da Bahia.

No final do século XVII, a notícia de que as fabulosas veias de Esmeraldas, Diamantes e Ouro haviam sido encontradas em Minas Gerais explodiu em Lisboa. A região começou a exportar 30.000 libras de ouro por ano para Portugal. Bandeirantes e outros caçadores de fortunas vieram de todo o lado, e barcos carregados de carpinteiros, pedreiros, escultores e pintores vieram da Europa para construir cidades No Deserto Brasileiro.

Em 1763, a capital foi transferida para o Rio de Janeiro por uma variedade de razões políticas e administrativas. O país tinha conseguido evitar invasões por outras nações europeias e tinha praticamente tomado a sua forma atual. Ele adicionou algodão e tabaco ao açúcar, ouro e diamantes em sua lista de exportações. Como o interior se abriu, também as oportunidades de criação de gado. 

Dessa forma se percebe como grande parte do território foi fundado por colonizadores usando-se da mão de obra gratuita e escravizada dos índios e africanos escravizados.

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